29 dezembro 2006

O tempo é contínuo


Pois é, apeteceu-me uma contradiçãozita para a chegada de 2007. «As Festas», vulgo mês de Dezembro, cheio de gastos, fritos e sentimentalismos, sempre me animaram. E as resoluções para o Novo Ano? Quantas canetas bic (as melhores) não terei gasto.

Com tantas coisas más, tristes, desagradáveis, assustadoras e afins que nos bombardeiam (a agressividade e os estragos são semelhantes às bombas) ainda bem que existe o que nos dê alegria. Desde que não faça mal a ninguém, se dá alegria só pode ser bom.

Mesmo que seja ouvir até à exaustão o Jingle Bells, ver o Natal dos Hospitais ou pendurar aqueles indescritíveis Pais Natal (ser bom não é ser bonito!!) nas janelas.

23 dezembro 2006

Feliz Natal
Com todos os desejos, luzes, cores, doces, prendas.

07 novembro 2006

Maior que o universo - desabafos

De tudo o que li na vida, houve muito que me marcou, que me fez chorar, rir, acreditar no primeiro dia do resto da minha vida... enfim.
Mas de tudo houve algo que considero um dogma, que repito frequentemente e diariamente: «só há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana». Esta frase inquestionável de Albert Einstein tem a força de uma teoria matemática, a exequibilidade de uma experiência que prove que a gravidade existe e o selo de qualidade das Nações Unidas e da Amnistia Internacional. Prova-se quer através de teoria, quer empiricamente e não é discriminatória.
A estupidez humana chegou onde religiões e nações, políticas e desporto, economia e finanças nunca chegarão: chegou a todos.
A inteligência não é igual para toda a gente, a formação cultural e académica condiciona. Tudo muito bem. Mas e o bom senso? Só um doutorado pode ter bom senso? Bem, não, como já dito a estupidez é universal e estupidez não é necessariamente o antónimo de inteligência.
Vivemos num mundo rápido, onde nos impingem os reality shows, onde a vantagem competitiva é «ser eu mesmo, ser natural». A televisão vende e ficciona, mas o estúpido e insensato acredita (podiamos puxar aqui para a questão da crença, mas...) que deve ser ele mesmo, não lima as arestas. O culto da estupidificação leva a perguntar antes de pensar, é mais rápido e afinal é a própria maneira de ser, porquê mudar? Tudo é válido. Por Einstein, se vemos uma máquina(computador, televisão, máquina multibanco) com o ecrã negro temos mesmo que perguntar se está desligado? Não, está a dormir!
Revoltemo-nos, lutemos para não cairmos neste abismo e chamemos estúpidos a esta raça acéfala.

01 novembro 2006

Privacidade ou Comunicação?

O conceito de blog é um pouco assustador: estamos a criar o grande irmão, onde damos conta de tudo o que de mais íntimo temos, muitas vezes escudados atrás de nomes auto-impostos (os nicks).
Porque queremos tanto partilhar? Estou aqui pela nova experiência mas confesso que não sinto tranquilidade. Até as frase são feitas para não revelar muito sobre mim.
A privacidade ainda existe, queremos que exista ou a questão nem sequer se coloca?