De tudo o que li na vida, houve muito que me marcou, que me fez chorar, rir, acreditar no primeiro dia do resto da minha vida... enfim.
Mas de tudo houve algo que considero um dogma, que repito frequentemente e diariamente: «só há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana». Esta frase inquestionável de Albert Einstein tem a força de uma teoria matemática, a exequibilidade de uma experiência que prove que a gravidade existe e o selo de qualidade das Nações Unidas e da Amnistia Internacional. Prova-se quer através de teoria, quer empiricamente e não é discriminatória.
A estupidez humana chegou onde religiões e nações, políticas e desporto, economia e finanças nunca chegarão: chegou a todos.
A inteligência não é igual para toda a gente, a formação cultural e académica condiciona. Tudo muito bem. Mas e o bom senso? Só um doutorado pode ter bom senso? Bem, não, como já dito a estupidez é universal e estupidez não é necessariamente o antónimo de inteligência.
Vivemos num mundo rápido, onde nos impingem os reality shows, onde a vantagem competitiva é «ser eu mesmo, ser natural». A televisão vende e ficciona, mas o estúpido e insensato acredita (podiamos puxar aqui para a questão da crença, mas...) que deve ser ele mesmo, não lima as arestas. O culto da estupidificação leva a perguntar antes de pensar, é mais rápido e afinal é a própria maneira de ser, porquê mudar? Tudo é válido. Por Einstein, se vemos uma máquina(computador, televisão, máquina multibanco) com o ecrã negro temos mesmo que perguntar se está desligado? Não, está a dormir!
Revoltemo-nos, lutemos para não cairmos neste abismo e chamemos estúpidos a esta raça acéfala.
